ONDE ESTÃO OS CEIFEIROS?

 

Os desafios da vida moderna, os riscos pela falta de segurança nas cidades, o volume de informações acessíveis às pessoas na internet, o descrédito da igreja evangélica no Brasil consequente das ações nocivas dos falsos mestres e o crescente número de pessoas que chegam nas igrejas para serem servidas e sem nenhuma disposição para servir à causa do mestre, tem tornado a atividade de evangelizar, em cumprimento à "Grande Comissão(Mateus 28:19-20), cada vez mais desafiadora para a igreja do século XXI.

Ao escrever este artigo, temos como principal propósito, sensibilizar o povo de Deus para essa nobre e importante tarefa confiada exclusivamente à igreja (1 Pedro 1:10-12), levá-la a escutar o grito da atual geração bombardeada por tantas vozes, dentre as quais, a que talvez soe mais baixo é o grito da igreja dizendo: Creia no Senhor Jesus e serão salvos, você e a tua casa (Atos 16:31). Que o Senhor nos ajude a conseguir nosso objetivo, de forma que muitos servos de Deus sejam sensibilizados e decidam dedicar-se a essa tão importante missão.

1.     QUEM É RESPONSÁVEL PELA EVANGELIZAÇÃO? 

A igreja do Senhor está diante de um desafio imperioso: anunciar o Evangelho, cumprindo seu papel intransferível. A “Grande Comissão” foi dada por Jesus à igreja, representada pelos apóstolos reunidos na Galileia para ouvirem as últimas instruções do Senhor.

¹⁹ Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ²⁰ Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém. (Mateus 28:19-20).

A ordem de Jesus dada aos apóstolos era ampla e urgente. Ampla porque deveria começar em Jerusalém, seguir por toda a Judeia, passar por Samaria e chegar até os confins da terra (Atos 1:8). Urgente porque os campos já estão brancos para a ceifa (João 4:35). Se a colheita não for feita com urgência a safra de trigo se perde. Enquanto ficamos de braços cruzados ou preocupados somente com o nosso bem-estar dentro do templo, pessoas estão morrendo sem oportunidade de ouvir o evangelho e de se arrependerem dos seus pecados para terem o direito de viver eternamente com Jesus (João 10:10).

Se a igreja não cumprir com a sua responsabilidade de evangelizar ninguém o fará. Sem evangelização aqueles que não conhecem a Deus perderão a oportunidade de serem salvos. É a Palavra que produz fé para o arrependimento.

¹³ Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. ¹⁴ Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue? ¹⁵ E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas. ¹⁶ Mas nem todos têm obedecido ao evangelho; pois Isaías diz: Senhor, quem creu na nossa pregação? ¹⁷ De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus. (Romanos 10:13-17).

Eu sou a igreja, você também é a igreja (1 Coríntios 3:16-17). Se somos a igreja, a responsabilidade é de cada um individualmente.

2.     O QUE É O EVANGELHO?

Evangelho significa literalmente “anunciar boa mensagem ou boa notícia”.  Que notícia é essa? – a mesma anunciada pelos anjos em Belém (Lucas 2:10-11). Pregar o evangelho é anunciar às pessoas o plano divino da salvação:     

Deus criou o homem sem pecado (Gênesis 1:26-27), mas ele errou o alvo, pecou e se afastou de Deus (Gênesis 2:15-17). Lá no Éden, Deus prometeu Jesus para que o homem fosse reconciliado com Ele (Gênesis 3:15). Esta promessa foi reafirmada pelos profetas (Isaias 7:14; 9:1-8; Lucas 3:3-6). No tempo certo a promessa foi cumprida e Jesus nasceu (Lucas 1:31-33). Sendo Deus se fez homem, e como homem pagou o preço pelos nossos pecados sendo cravado na cruz em nosso lugar (Filipenses 2:5-8) pagando o preço da nossa salvação (Hebreus 9:22) porque somos incapazes de pagá-lo (Salmos 49:7-8). Depois de morto ressuscitou ao terceiro dia (Lucas 24:5; Atos 1:3) e depois ascendeu ao céu (Atos 1:10-11; Lucas 24:51) e; porque Ele está vivo nós temos a garantia da salvação (João 3:16-17; Efésios 1:13-14) e também a certeza de morada nos céus eternamente (João 14:1-6; 1 Tessalonicenses 4:13-18; Apocalipse 22:12). Agora somente depende de cada um individualmente crer no Senhor Jesus (Atos 16:31), reconhecer, confessar e arrepender-se dos seus pecados (Romanos 10:19; Atos 3:19). Não há necessidade de qualquer sacrifício ou busca de méritos pessoais, a nossa salvação é pelos méritos de Jesus e nos é dada pela graça (Efésios 2:8), basta somente crer (Atos 16:31).

A mensagem do Evangelho é simples e conduz as pessoas ao arrependimento. O arrependimento deve ser sempre pregado. João Batista pregou o arrependimento (Marcos 1:15), Jesus pregou o arrependimento (Marcos 4:17), Pedro conclamou o povo ao arrependimento em sua primeira e segunda pregação (Atos 2:39; 3:19).

Para evangelizar não há a necessidade de fazer uma pregação com linguagem rebuscada, nem abordar temas complexos. Contar nossa experiência de salvação com Deus é apresentar o poder do Evangelho na prática (Atos 4:20). Não necessita ser pastor, pregador, teólogo. Basta ter tido uma experiência pessoal de salvação e transformação de vida. Nosso testemunho de encontro com Deus, de arrependimento, perdão, salvação e regeneração é uma mensagem poderosa e capaz de alcançar vidas.

3.     PAIXÃO PELAS ALMAS

Paixão pelas almas é a energia que nos move e inquieta. "Porque o amor de Cristo nos constrange [...] (2 Coríntios 5:14). “Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho! “(1 Coríntios 9:16). As palavras do apóstolo Paulo demonstram a sua paixão pelas almas. Vários grandes evangelistas e ganhadores de almas também demonstraram sua paixão pelas almas. Vejamos o que alguns deles disseram:

3.1   George Witefield, pastor anglicano itinerante na Grã-Bretanha, no século XVII, disse: “Se não queres dar-me almas, retira a minha”.

3.2   Matthew Henry, teólogo e pregador presbiteriano, que viveu entre os séculos XVII e XVIII na Inglaterra disse: “Sinto maior alegria em ganhar uma alma para Cristo, do que em ganhar montanhas de ouro e de prata para mim mesmo”.

3.3   Praying Hyde, missionário na Índia entre os séculos XIX e XX disse: “Oh Deus, dá-me almas ou morrerei”.

3.4  Jonh Knox, teólogo escocês e fundador da igreja Presbiteriana no século XVI, disse: “Dá-me a Escócia ou morrerei”.

A paixão pelas almas é a energia que nos impulsiona a sair do templo e contemplar que fora dele há milhões de almas perdidas necessitando ter um encontro com Deus. Isto somente é possível por meio de Jesus (João 14:6). Embora a responsabilidade seja nossa, podemos contar com o incondicional apoio do Espírito Santo nesta missão (Mateus 28:20), confirmando a nossa pregação com sinais e maravilhas (Marcos 16:17-18).

Quando eu estava no campo missionário, visitando a cidade de Iquique, no norte do Chile, fui certo dia a uma praça da cidade pregar o evangelho na companhia de alguns irmãos, dentre ele bom número de jovens. Enquanto eu pregava, aqueles jovens circulavam pela praça convidando as pessoas e distribuindo literatura. Em certo momento, quando eu já estava concluindo a mensagem, se iniciou um tumulto em dos bancos da praça onde estava um senhor assentado. Naquele instante, para entender o que estava acontecendo, me aproximei e vi que o homem estava irritado com os jovens que o abordaram para falar de Jesus. Ao chegar, o senhor me perguntou se eu era o responsável por eles e eu imediatamente disse que sim. Ele, com tom exaltado, me exigiu que os retirasse porque ele estava incomodado com a abordagem. Ele me disse – vieram aqui me falar de Jesus, mas eu não quero ouvir. Lhe respondi - mas Jesus te ama. Ele retrucou dizendo – mas eu o odeio. Não quero saber nada desse Jesus, não gosto dele. Na sequência lhe disse -  mas mesmo assim, Ele ainda te ama e quer te salvar. Ele me respondeu – eu disse que o odeio, não quero saber dele e também não quero que ele me salve, não tenho do que ser salvoRetire estes jovens. Naquela hora eu pedi aos jovens que se afastassem, mas dentro do meu coração nasceu um desejo ardente de orar por aquele homem. Eu senti que se tratava de uma pessoa oprimida pelo inimigo. Ao chegar na casa onde estava hospedado, entrei no quarto, me ajoelhei e orei pedindo com súplica e lágrimas a Deus por aquela vida. A partir daquele momento continuei orando por aquele homem que eu nem sabia quem era. Retornei para a cidade onde eu morava e poucos dias depois, cerca de um mês aproximadamente, o pastor da cidade me chamou por telefone e me perguntou: Pastor, lembra do homem da praça? Eu lhe disse - como poderia esquecê-lo, o Senhor me inquietou a orar por ele. Em seguida o pastor me disse: - você deveria estar aqui hoje. O homem veio ao culto, aceitou a Jesus com muitas lágrimas nos olhos. O Senhor o quebrantou. Eu me alegrei e agradeci a Deus. Meses depois o mesmo pastor me retorna perguntando se eu ainda lembrava do homem da praça e eu lhe disse: não consigo esquecê-lo. Ele me respondeu – o batizei hojeEle chorou muito na hora do batismo e me disse que se soubesse que era tão bom servir a Jesus o teria aceitado antes. Amados, é assim que Deus faz quando pregamos com fé e paixão. O amor de Cristo nos constrange (2 Coríntios 5:14).

4.     COMO EVANGELIZAR?

Nos deparamos frequentemente com a pergunta: Como evangelizar? Amados, não há formula, embora os manuais de evangelismo apresentem alguns métodos. Se evangelistas apresentam métodos, qual o melhor? – depende. Quando Jesus fala de evangelização ele fala de pescaria, de semeadura, de colheita (Lucas 5:14; João 21:6; Marcos 13:3-8; João 4:35).

Jesus usou vários métodos:

a)  À mulher samaritana Jesus pediu água, aproveitou a situação e o ambiente propício (João 4:7);

b)    Ao paralítico do tanque de Betesda ele iniciou fazendo uma pergunta (João 5:6);

c)    Falando a Nicodemos Ele despertou sua curiosidade (João 3:3);

d) Aos fariseus ele inicialmente faz uma pergunta e diante da resposta conta uma parábola (Lucas 10:25-37);

e)    À multidão Ele iniciava sua mensagem contando-lhes parábolas (Lucas 8:4-15; Marcos 4:1-12).

A Bíblia, a Palavra de Deus, não muda, mas a forma de comunica-la precisa estar em constante mudança. s pessoas são diferentes, as necessidades são diferentes, as expectativas são diferentes, as novas gerações têm nova forma de pensar e as realidades sociais segregam pessoas e criam barreiras. Temos que por em prática nossa capacidade de adaptação e flexibilidade. O apóstolo Paulo disse:  ¹⁹ Porque, sendo livre para com todos, fiz-me servo de todos para ganhar ainda mais. ²⁰ E fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus; para os que estão debaixo da lei, como se estivesse debaixo da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei. ²¹ Para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para ganhar os que estão sem lei. ²² Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns. (1 Coríntios 9:19-22).

Podemos evangelizar de várias formas, vejamos:

1Evangelismo de massa – Este tipo de evangelismo pode ser eficiente em alguns lugares, mas em outros não. Nas grandes cidades a insegurança urbana retirou as pessoas das ruas e as confinou dentro dos condomínios fechados. Além disso a televisão e as redes sociais fazem com que as pessoas permaneçam dentro das suas casas. Tirá-las dos lares não é uma tarefa fácil. Evangelismo de massa é o que chamamos de pescaria com redes. O pescador precisa antes de lançar as redes jogar as iscas. As iscas são os meios utilizados para atrair as pessoas. Na realidade de hoje, este tipo de evangelismo nas grandes cidades exige uma boa logística, boa divulgação, som de qualidade, bons músicos e cantores e um pregador eloquente e vibrante que comunique o evangelho na linguagem do povo;

2. Evangelismo pessoal ou de relacionamento – Pelas dificuldades de realização de evangelismo de massa, o evangelismo de relacionamento pode ser uma boa estratégia. Entretanto é um tipo de evangelismo que exige de nós capacidade de diálogo e de aproximação às pessoas. Este método de evangelismo pode romper os muros dos condomínios, isso quando cristãos que moram dentro deles buscam  estreitar relacionamentos. O evangelismo de relacionamento é um trabalho de paciência e persistência, não podemos ser invasivos, porque isto pode afastar as pessoas e dificultar o processo de condução aos pés de Jesus. Temos que semear e deixar o Espírito Santo cuidar da germinação (João 16:7-11);

3. Reunião nas casas ou de pequenos grupos – A reunião nas casas pode ser uma excelente estratégia de evangelismo que também é capaz de vencer os muros dos condomínios. É necessário que haja um anfitrião acolhedor e com capacidade de estreitar relacionamentos. Este anfitrião pode organizar um café, um chá ou qualquer outro evento para atrair as pessoas do seu círculo de amizade que não são cristãs. Não há a necessidade de convidar para um culto, mas para um evento familiar. A reunião deve ser breve e objetiva para não cansar nem desestimular as pessoas. Recomenda-se a abertura de um diálogo onde os problemas corriqueiros dos participantes sejam discutidos com o foco de que a solução está em Jesus. Também não se recomenda convidar grande número de pessoas. Pode-se convidar alguns irmãos, em no máximo cinco, para ajudar e apoiar a reunião e também seus convidados de acordo com sua capacidade de acolhimento. Não é recomendável conduzir a reunião em formato de culto, mas de uma mesa redonda onde todos podem sentir-se partícipes da reflexão fazendo perguntas ou comentários. Não deve haver pregação mas a mediação de uma reflexão baseada na Palavra;

4. Evangelismo de oportunidade – Em determinados momentos Deus nos dá oportunidade para evangelizarmos pessoas. Um incidente, um acidente, uma enfermidade, um problema afetivo ou emocional, podem nos trazer oportunidades de aproximação com o propósito de ajudar e também de apontar Jesus como a saída, o caminho, a vida. Felipe aproveitou uma oportunidade para evangelizar o etíope, mordomo e tesoureiro da rainha Candace (Atos 8:26-31). Paulo aproveitou a oportunidade para evangelizar o carcereiro de Filipos (Atos 16:25-32);

5. Evangelismo de comunicação – Como igreja evangelizadora podemos organizar blitz em semáforos ou pontos de circulação de pessoas, usando faixas com frases curtas que comunicam o evangelho. Também pode na mesma oportunidade distribuir literatura para os motoristas e transeuntes. É importante que a leitura seja de qualidade, que desperte a curiosidade pela leitura e comunique mensagens curtas e objetivas;

6. Redes sociais – Não podemos negar que as redes sociais são, na atualidade, uma boa ferramenta de evangelização. Um grande número de igrejas ainda não descobriu o poder das redes sociais. As redes sociais podem ser utilizadas para postagens de mensagens curtas e objetivas, gravadas em ambientes apropriados, comunicando em, no máximo 1:30minutos, uma mensagem que tenha início, meio e fim. Também podemos usar as redes para apresentar as atividades importantes da igreja e convidar pessoas a participar dos cultos. Hoje há várias redes sociais disponíveis, a igreja pode utilizar aquelas mais alinhadas com o que se deseja comunicar, preocupando-se sempre com a capacidade de produção para que o trabalho tenha o número de visualizadores desejado.

Poderíamos apresentar outros métodos, mas o tempo e o espaço são limitadores. 

5.     PREGUE A PALAVRA

Seu papel é pregar a Palavra, convencer é função do Espírito Santo (João 16:8). Não se preocupe com os resultados imediatos, apenas pregue. Lembre que o semeador saiu a semear e encontrou quatro tipos de solo. Para cada tipo de solo o resultado foi diferente, mas ele cumpriu sua tarefa de semeador, apenas isso. (Mateus 13:3-8). O evangelista necessita pregar com fé, e, fé não é a certeza de resultados imediatos, mas daquilo que esperamos e a prova do que não vemos (Hebreus 11:1).

Já tive a oportunidade de falar de Jesus a muitas pessoas que, em nossa visão imediatista, parecia impossível que elas se aproximassem de Jesus, entretanto o Espírito Santo agiu em muitas vidas e, aquilo que nos parecia impossível, Ele, o Espírito, tornou possível. Paulo disse que o Evangelho é poder de Deus (1 Coríntios 1:18). O salvador é Jesus, nós apenas plantadores e regadores (1 Coríntios 3:6-8). Ninguém planta e colhe no mesmo momento. Os frutos que estamos colhendo agora, são o resultado do plantio dos nossos antepassados. Se queremos que a igreja do Senhor continue existindo e crescendo, precisamos plantar para que as futuras gerações tenham o que colher. 

6.     DEPENDA DO ESPÍRITO SANTO.

Nenhuma estratégia pode ser eficiente se não estivermos na dependência do Espírito Santo. Uma vida de oração é indispensável a todos os cristãos. Orar e ler a Palavra de Deus diariamente é relacionamento com Deus. Quanto mais nos relacionamos com Deus, mais confiança e dependência teremos. Todos os grandes evangelistas cultivavam uma vida diária de oração e devoção. Pra sermos uma fiel testemunha de Cristo precisamos da autoridade dada pelo Espírito Santo (Atos 1:8).

Foi na entrada do templo, onde eles iam para a oração, que o Espírito Santo usou a Pedro e João para curar o paralitico que pedia esmolas (Atos 3:1-10). Pelo ajuntamento de pessoas (evangelismo de oportunidade) Pedro começou a anunciar Jesus (Ato 3:11-26) e, naquele dia, quase cinco mil pessoas se renderam a Cristo (Atos 4:4).

Não faça trabalhos inúteis, peça orientação ao Espírito Santo e direção na realização do trabalho (Atos 8:29). Muitos pregadores fazendo uma interpretação equivocada do que Paulo disse a Timóteo em (2 Timóteo 4:2), decidem ir pregar em bares, em estádios de futebol, em casas de espetáculos, no ambiente de trabalho, etc, locais onde as pessoas estão com outro foco e dificilmente ouvirá alguém que esteja pretendendo lhe falar de Jesus. Pregar a tempo e fora de tempo significa que devemos ser persistentes na pregação do Evangelho e implacáveis com os falsos mestres que afastam pessoas de Deus, buscando seus próprios interesses egoístas e desprovidos de fé e de amor pelas almas. Para estes falsos mestres salvação de almas é um detalhe, o que importa mesmo é a eficiência na arrecadação de dinheiro para enriquecê-los.

Depender do Espírito Santo é a melhor das estratégias. Todo o resto somente fará sentido e nos ajudará a cumprir nosso dever de evangelizar se estivermos debaixo da orientação do Espírito. 

CONCLUSÃO 

Sem evangelização a igreja deixa de ser um organismo e se transforma em uma organização religiosa. Nosso principal propósito deve ser conduzir pessoas a Cristo. Neste sentido todas as atividades da igreja devem estar alinhadas com a evangelização. Atualmente a preocupação de muitos pastores e líderes é acomodar com o maior conforto possível a igreja no templo. Nossa preocupação deve ser outra, o templo precisa estar dentro da igreja. Nos dias da igreja primitiva não havia templos, mas a igreja nunca cresceu tanto quanto naquela época. Porque? – porque os cristãos tinham um único objetivo, comunicar Cristo e o plano de salvação onde quer que eles chegassem. Quando Jerusalém começou a se tornar o melhor lugar para os cristãos viverem, o Senhor mandou a perseguição que os espalhou por todas as partes do mundo. Onde os cristãos chegaram a igreja chegou. Eu sou a igreja, você é a igreja irmão (1 Coríntios 3:9). “Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho! “(1 Coríntios 9:16). Amém!


@pr.gilvan.sousa


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